Tudo doía demais.
Então ela fugiu. Correu, correu, correu além do que conseguia. E quando não podia mais, caiu sobre os joelhos cansados e chorou. As lembranças martelavam em sua cabeça, fazendo as lágrimas descerem copiosamente. Soluçava, soluçava...
E ficou ali. Absorta nas mazelas de seus muitos interrompidos finais felizes. Sentiu horas, dias, semanas passarem.
De súbito, ouviu chamarem seu nome, como um leve despertador. Ainda entorpecida pelo profundo encontro consigo mesma, com cuidado catou do chão os pedaços de seu coração. Limpou o rosto. Disfarçou. E voltou.
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