sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Epifanias na resolução

Coitado do ano, que sempre paga o pato pelas infelicidades... O que ele fez afinal? É apenas um período em que coisas cooperam ou não. E só!

Por tanto tempo insisti em acreditar que tudo de ruim que me acontecia era culpa dos números, dos astros, da sorte e das coisas mais tolas... Quando a verdade é que todos têm momentos ruins. Porque não posso tê-los também?

Não vou me iludir, o mundo não se tornará cor-de-rosa a partir da meia noite, as pessoas não se transformarão em anjos imaculados nos dez segundos da contagem regressiva e o dia primeiro não trará paz absoluta para toda a humanidade. Mas enquanto houver vida, haverá muita coisa boa para viver.

Minhas esperanças não ditarão como o ano correrá, mas me susterão se ele desviar do caminho que planejei. Cabe a mim tirar o melhor dele e ser genuinamente grata por isso.

Este velho ano passou e mesmo com muitas dores, nada foi inútil. Aprendi. Aprendi muito.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Malogro

As escolhas e atitudes
não voltarão,
não serão consertadas

Lembranças, dor
Fotos, lágrimas
Tentativas sem valor

E agora fico a ver zumbis
que já deveria ter enterrado
há muito tempo atrás

terça-feira, 23 de novembro de 2010

nekorbtraeH

A argumentação é morta
Quem é ou não o culpado
Realmente não importa
É o mesmo resultado

No egoísmo perdeu-se o laço
Perdeu-se a risada
Como é difícil virar a página
Que o tempo deixou pesada...

A arte de perder
Está em tão somente
Elaborar e não doer
Não ver o passado no presente

Nem mais uma tentativa
Não mais terei expectativa
Me libertar de você
É não mais te prender...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Enfim, alívio

Hoje acordei e fui até a janela pra encontrar um tom cinzento no céu. Estranhamente, ao ver a mistura de tons tristes e pastéis, um sorriso brotou dos meus lábios. Esses mesmos tons não estavam em mim.
Resolvi aceitar e viver (de verdade, viver) cada um dos meus momentos. Desde a mais emocionante montanha-russa ao mais bobo cheiro de pão quentinho pela manhã. Serei a alma da festa num dia e a mais calada quando for preciso. Quando melhor me servir. Um dia de cada vez.
Os dias passaram e não vão me esperar. Cabe a mim tirar os olhos do que já foi e me aventurar no que pode ser.
Amizades vieram, amizades foram. Decidi deixar pra lá, deixar o coração livre.
Vivi um grande amor, fiz o meu melhor e hoje é uma fase passada. Encaro, sinto saudades, absorvo e sigo em frente.
Agora, enquanto só, viverei intensamente a minha solidão. Mas tranquila, de coração leve. Apreciarei cada segundo da minha companhia e aprenderei a me sentir inteira assim.

domingo, 31 de outubro de 2010

Crônica de uma vida

Sentada na cadeira de balanço
O tempo passou
E ela sentiu
Cada segundo estampado em sua pele
Ganhou umas outras rugas
As mãos perderam sua textura macia
A coluna não é mais a mesma
E os joelhos dóem

Mas tão exultante, não consegue se conter...
"Está um dia lindíssimo!"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Transitório

Tudo nela mudou. Mas continua a cara dela.

Esse olhar que tem agora, não é mais o cheio de inocente expectativa que ele havia lhe dado. A vida a presenteou com outro. Um mais discreto, talvez com menos brilho, porém mais maturidade.

Aos poucos foi se lembrando como conseguia respirar sem ele, foi se forçando a cumprir as promessas de nunca mais chorar sobre o passado, foi se desapegando da (aparentemente) tão inevitável melancolia. Deletou as músicas tristes e nostálgicas, abriu as cortinas da casa e deixou o sol entrar.

Foi até o banheiro, parou diante do espelho e se encarou.
"Minha pele é ruim, meu nariz é torto... Olha a desproporção dos meus olhos!"
E quando se ouviu dizer isso, achou ridículo e gargalhou. Gargalhou até descerem grossas lágrimas cheias de sua comédia. Lavou a alma. Gostou de sua risada.

Chegou à conclusão de que há vida após romance, que coração partido não pára de bater. Ninguém apareceu pra ajudá-la a dar a volta por cima, então o fez sozinha - e com louvor, devo acrescentar.

Encontrou e se apaixonou pela pessoa mais perfeitamente e maravilhosamente defeituosa que já conheceu - ela mesma.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

5 minutos

Diante dela, tudo ruiu. Num piscar de olhos, os momentos bons se revelaram ser eufemismos, e seus sonhos pareciam ser nada mais do que contos de fadas. Tudo estava longe demais, alto demais.
Tudo doía demais.
Então ela fugiu. Correu, correu, correu além do que conseguia. E quando não podia mais, caiu sobre os joelhos cansados e chorou. As lembranças martelavam em sua cabeça, fazendo as lágrimas descerem copiosamente. Soluçava, soluçava...
E ficou ali. Absorta nas mazelas de seus muitos interrompidos finais felizes. Sentiu horas, dias, semanas passarem.

De súbito, ouviu chamarem seu nome, como um leve despertador. Ainda entorpecida pelo profundo encontro consigo mesma, com cuidado catou do chão os pedaços de seu coração. Limpou o rosto. Disfarçou. E voltou.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Anúncio

Procura-se uma casa, longe, bem longe de tudo. Nem muito grande, nem muito pequena. Arejada, com muita luz e ar puro. Com tempo de sobra pra pensar, chorar, desembaraçar a cabeça, curar machucados, reparar o coração e voltar a sorrir. Com livros, muitos livros, velhos, bons, cheios de verdade, cheios de risos, cheios de histórias. E amigos tais como os livros. Mas não muitos. Três, dois até já são o bastante... Oras, no final das contas, esse é o número aproximado que fica ao nosso lado, não é mesmo?
Só isso. Não quero muito luxo, coisas desnecessárias... Só quero um refúgio.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dia bom

Olhe pra frente
Olhe mais longe
Tente enxergar o que está por vir
Depois da dor
Depois da confusão
Ainda haverá motivos pra sorrir
Descobrirá
Nada é insuperável
Tampouco insuportável
Para tudo há uma solução
Entenderá
Neblina nos olhos
Alma ferida
Mas esperança no coração
Mantém a vida
Faz sobreviver
Olhar pra frente
Olhar mais longe
Olhar além e superar
Crescer

sábado, 11 de setembro de 2010

Pungente aprendizado

A dor em si
Não é de todo ruim
Foi cheia dela
Que percebi
Que sentir dor
Não é o fim...
Porque se tudo na vida
Fosse só alegria
Sem saber o que é dor
Não seria grata...
Seria?

domingo, 5 de setembro de 2010

Transposição

Todo mundo busca
A coroa que não presta
A que se vê
Lixo pintado de ouro

Todo mundo mostra
O lado mais bonito
Quer viver de sorriso
Nada mais feio que isso

Quem é capaz
De admitir que é ruim?
De mostrar as víceras?
De ser honesto sem medo?

Verdade rasgada
Na cara e no peito
Transparente e genuína
Nada mais lindo que isso

sábado, 4 de setembro de 2010

Balanço

Um disse sim
O outro disse não
Pode, não pode
Amo, não amo 
Mais

Era um caminho
Agora são dois
Conforme a imagem se afasta
A distância vai apagando
As lembranças que os anos colecionaram

Dois pesos
Duas medidas
Duas escolhas
Um final
Acabou

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Olhos abertos

Todo mundo é capaz de muito além do que pensa.
O ser humano é surpreendentemente capaz de surpreender e fidelidade para muitos é apenas uma questão de conveniência.

Eu era puerilmente crédula. Crédula nas pessoas e na bondade dentro delas. Hoje vejo o quanto minha credulidade era na verdade, imaturidade. Ignorância, até.
Quantas juras de amor e de cumplicidade eu estou vendo serem jogadas fora, quantos planos e promessas estão se mostrando ser nada além de palavras ao vento.

Já entendi que tudo que a gente precisa é dos "poucos e bons". Mas agora que alguns deles estão me dando as costas, preciso achar uma nova filosofia.
Me recuso a ser fraca, fugir da realidade e me fechar para o mundo.

Admito que agora me sinto deveras confusa e desconfiada de todos. Mas vou achar um jeito de me desembaraçar de todas as minhas feridas e amarguras e encontrar minha redenção. Sairei desse redemoinho de decepções e mágoas. Talvez completamente diferente, porém mais lúcida e mais forte.

Estou deixando a criança mal criada que há em mim para trás. Hoje, mais do que nunca, quero aprender.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um rancor

Tempo ansioso, tempo ansioso
Nada brando ou paciente
Tempo teimoso, tempo teimoso
Bate o pé e não perdoa
Tão fugaz e corriqueiro
Ora demora
Ora voa
Pisquei
Passou
Foi embora
E ignorando minhas promessas de melhora
Ele se recusa a voltar

sábado, 7 de agosto de 2010

Halterofilista fracassada

Estou saturada
De meus fardos
De fardos dos outros
Fardos me pesam
Fardos demais me saturam
Não os quero
Quero tentar saturá-los
Ficar leve
Me dessaturar
Aprender a me equilibrar na vida
Para os problemas serem apenas problemas
Para as dores serem apenas dores
Para os dilemas serem apenas dilemas
E não mais fardos saturadores

sábado, 24 de julho de 2010

Disfarçando

Ela se sente distante e isolada; completamente só. E por isso ela se sente patética e egoísta. Como se seus sentimentos fossem fruto de sua perspectiva infantil e egoncêntrica. Como se não houvesse nada mais triste do que a situação em que ela se encontra. "Isso é ridículo..." ela se censura baixinho durante as inquietas noites em claro.
Ela se sente perdida e confusa. E isso a deixa com raiva. Como se tudo que ela está sentido fosse resultado da sua incapacidade de lidar com a vida.
Olha em volta e parece que todos estão bem, todos seguem com suas vidas. "E eu?" ela pensa.
Ela pensa muito nas mesmas coisas. Noite e dia, ela tem o mesmos debates dentro de si. Debates que nunca levam a lugar nenhum. Nenhuma resposta. Nada.
Algo a diz que vai ficar tudo bem no final. Mas agora, nesse momento, ela se sente fraca demais para se agarrar com mais força as suas esperanças. E por mais que ela saiba que isso é apenas uma fase... Parece interminável.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Felizes são os robôs

Queria muito ser como um robô.
Poder formatar meu coração e minha mente quando bem entendesse. Separar e equilibrar as coisas racionalmente. Me controlar através de botões e mecanismos.
"Bloquear emoções". "Desbloquear emoções".
Click, apaixonei.
"Alerta! Desilusão detectada!"
Click, emoções bloqueadas.
"Reparando danos. Por favor aguarde. Processo concluído."
Pronto, segui em frente.
Felicidade a um botão de distância. Que maravilha seria.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Homenagem ao inestimável

Dedico estas palavras...
...Aos que discordam comigo e não tem medo de deixar isso claro.
Aos que me dizem as verdades mais doloridas ao invés de mentiras dóceis.
Aos que me falam muita coisa sem abrir a boca.
Aos que sabem decifrar meus olhares e expressões.
Aos que já me fizeram chorar sim, mas muitas vezes já secaram minhas lágrimas.
Aos que falham comigo, mas me perdoam quando (tantas e tantas vezes) também falho.
Aos que não são iguais a mim, mas são um comigo.
Aos que conhecem cada um dos meus muitos (muitos mesmo!) defeitos, mas nem por isso me amam menos.
Aos que me apoiam.
Aos que me ensinam.
Aos que me escutam.
Aos que me sustentam.
Aos que me provaram o quanto são valiosos.
Poucos, mas muito mais do que mereço.
A vocês, meus amigos!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Viva a auto evolução

Não serei como você.
Não vou me deixar ser feita de egocentrismo e interesses, dureza e rancor, dor e comodismo.
Não vou fazer das suas atitudes as minhas, tampouco terei a mesma história.
Além de muitas outras coisas, de exemplo também você não me serve.
Vou aprender a perdoar, vou dar valor ao pouco que realmente importa, vou ver além de mim mesma, vou amadurecer, pra não fazer com outros tudo o que você me fez.
Vou admitir que errei, mesmo que tenha sido tentando acertar.
Vou (aos poucos, mas vou) esquecer o mal que me fizeram, pra poder ser mais feliz.
Sei que não vai ser fácil, mas não vou desistir.

Talvez um dia você mude e decida fazer tudo isso. Mas nesse momento, não posso me dar o luxo de ligar.

domingo, 18 de julho de 2010

Janela

Janela do carro
Janela do avião
Janela da casa
Janela do quarto
Janela do mundo
Janela do sorriso
Janela da alma
O que você vê?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Quero, espero

Espero um dia ver o que quem me ama vê
E espero que um dia outros me vejam
De verdade, me enxerguem
Além da minha imagem

Espero um dia ser clara e transparente
Tão simplesmente e tão intensamente
Que eu flua no entendimento alheio

E se mesmo assim não for compreendida
Espero que isso não tire a minha alegria
Espero um dia saber exatamente quem sou
E só isso me bastar

domingo, 11 de julho de 2010

Deus

Eu decido acreditar
Ceticismos deixam tudo preto e branco
A minha volta há milhares de provas
Nas pequenas coisas
Nas grandes coisas
O simples e o extraordinário
Juntos, como um só
As cores
Os sons
O amor
A vida
O Equilíbrio
Para muitos, um delírio
Para mim, mais real do que qualquer coisa.

Solidão

Procuro em olhos alheios
A reflexão do que sinto agora
Será que alguém mais
Se sente como eu?
Os dias passam
É rotina, é vida corrida
Todo mundo tem
As pessoas se afastam
Fica cada um por si
E quando olho em volta... Ninguém
É, ela voltou.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

Para o meu coração

Meu caro,
Venho através dessa carta dizer que estou te abandonando. Isso mesmo. Abandonando.
Cheguei a conclusão de que você tem sido um grande amigo da onça, me colocando em uma série de enrascadas todos esses anos.
Admito que em parte, não te culpo pelos péssimos conselhos que você me deu, afinal você é burro como uma porta, e eu sou tão burra quanto, por segui-los.
Já aturei por muito tempo e com brandura demais a sua ignorância, sua obstinação e essa sua patética insistência em acreditar cegamente em contos de fadas.
Cansei.
Eu, com minhas lágrimas e doloridas experiências (que muito já me ensinaram), vou tomar o controle da situação e não darei mais ouvidos a você.
Faça bom uso deste tempo sozinho e aprenda a seguir em frente. Até lá, eu espero ter feito o mesmo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sem cera

Uma multidão de sentimentos
Se acotovela em meu peito
Tão grande é o aperto
Que me dá falta de ar

Fico quieta, fico presa
Preservo minha imagem
Mas com máscaras não dá pra respirar

Então venham, desapontamentos
Venham, minhas dores, minhas vontades
Revelem-se, meus defeitos
Quero só o que é de verdade

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Decepção

Agente ou paciente
Ninguém consegue escapar.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Assimilação

Fatos:
O tempo cura feridas; mas não todas elas.
Os caminhos mais fáceis nem sempre levam mais longe.
Quanto menor a expectativa, menor o desapontamento.
As pessoas não vão pensar do mesmo modo que eu, ou agir como eu agiria.
Há uma linha muito fina entre diplomacia e falsidade.
Ninguém segue todos os conselhos que dá.
As coisas mudam.
As pessoas mudam.
Tudo passa.

Eu sei que tudo isso é óbvio e, provavelmente, muitos já falaram isso antes de mim. Mas eu estava pensando; quem sabe se eu escrever, bem devagar, falando e ouvindo cada palavra? Talvez eu finalmente aprenda...

sábado, 26 de junho de 2010

Maldita impaciência

Tenho em mim
Um turbilhão de idéias
Infinitos poemas
Um mundo de letras
Versos e mais versos se formando
Sei que estão aqui
Só não consigo entender
Porque se recusam a sair!

domingo, 23 de maio de 2010

Luto

O vento levou embora
Frágil, tão frágil
O que não existe mais
Está presente como nunca antes
O passado, vivo
A saudade, eterna
O sonho, o riso, o jeito, o gesto
Agora pulsam no infinito
Escancarado diante de mim
Está o fim de todas as coisas


Andrey, Daniel e Rodrigo, dedico à vocês.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Labirinto

Aonde foi que eu me perdi?
Aonde foi que eu me deixei mergulhar e afundar em toda essa amargura?
Eu olho pra dentro de mim e não encontro paz.
Eu encontro sentimentos que eu nem sei se são meus.
Eu acho coisas e assuntos e problemas que eu podia jurar que não estavam mais lá.
Eu conheço a pessoa em que me transformei, eu descubro coisas novas (coisas ruins) que eu não sei como, nem quando entraram.
Eu questiono tudo que essa nova “eu” fala ou pensa, eu desconfio de tudo nela.
No fundo eu tenho medo dela; medo do que ela é capaz. Medo por não saber se ela pode dar lugar a outra “eu”, a uma boa “eu”. Medo por não saber o que ela fez com a velha “eu”.
As vezes sinto saudades da velha “eu”
As vezes dou graças a Deus que ela foi embora.
Não sei aonde foi, só sei que eu me perdi...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Adorável Momento Alternativo

Palavras, planos, acusações, metas, projetos, obrigações, deveres, favores, prazeres, quereres, períodos, momentos, lembranças, cobranças...
Bombas. Aonde vou elas insistem em me acompanhar pra cima e pra baixo, não me largam um só segundo. E o pior, nenhuma delas vem de fora. Antes fosse! Não, todas estão dentro de mim. Não tenho para onde fugir. Não há Pasárgada que me refugie.
Não sou ignorante ou imatura, sei que preciso enfrentar tudo isso para crescer e progredir. Até porque, não tenho outra opção.
Ou tenho?

Sim, eu tenho! Posso ter meu momento de infantilidade e fugir de tudo isso. Vou mergulhar dentro de mim, aonde tudo acontece. Mas vou mergulhar mais fundo, além da confusão e da tempestade. Quem sabe eu chegue tão fundo que acabe encontrando meu tão querido silêncio.

Posso também abraçar bem forte cada um dos meus problemas e dores. Quem sabe eles acabem percebendo que não gostam tanto de mim e fujam!

Posso até mesmo ignorar meus dilemas até serem tantos que não caberiam dentro de mim e decidiriam sair e procurar um lugar mais espaçoso.
Embora eu esperançosamente pense que não sou tão flexível para comportar tantas coisas dentro de mim, me desaponto ao ver que sempre arrumo um cadinho de espaço todos os dias. Novas coisas, coisas velhas, as mesmas coisas, todos tem um lugar.

Quem sabe se eu fechar meus olhos, bem apertado, se prender minha respiração e desejar do fundo do meu coração que tudo passe logo, dessa vez aconteça...
Será?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Deliciosas Consequências

Dói.
Abrir mão
Dói.
Curar
Dói.
Perder
Dói.
Crescer
Dói.
Mudar
Dói.
Passar por tudo isso
Dói.

Mata.
Não superar tudo isso
Mata.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Não precisa repetir

Passou.
Você nem viu, nem se preocupou em aproveitar.
Você um dia esnobou e agora se arrependeu.
Você pede pra voltar, pra apagar os erros, quer que seja como era antes.
“Isso não vai acontecer” disse a Hora rancorosa.
“Não posso mais voltar, siga em frente” disse o Tempo cabeça-dura.
O Passado, teimosíssimo, se recusa a mudar, mas você insiste nesse relacionamento com ele.
Isso afeta seus outros relacionamentos!
O Presente, por exemplo, seu amigo de longa data, anda meio chateado com o modo como você tem o tratado.
Sabedoria também tem suas mágoas, afinal, você a deixou de lado várias vezes.

De repente Esperança, depois de ter sumido por muito tempo, te apresentou um tal de Futuro.
A primeira vista, não te interessou muito. Você achou que ele seria igual ao Passado.
“Não tenha medo, arrisque-se” diz o Presente.
“Faça diferente do que você fez com o Passado” aconselha Sabedoria
“Abrace-o” encoraja a Esperança.

Você não pode anular os erros do passado, mas isso não significa que você precisa cometer os mesmos no futuro.
Mude e seu futuro também mudará.